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O que eu aprendi com Ricardo Amorim da Globonews

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Companheiras(os) que carregam o pó da viagem,

O botão “com emoção” do mercado do boi ameaçou ligar? Ou foi apenas um susto?

1) COMENTÁRIO DA CABINE DE COMANDO

Enquanto a arroba não se decide, a safra de capim não titubeia rumo ao seu ápice (embora ainda exista gente sem pasto). Aos poucos, o boi gordo de pasto vai aparecendo, inclusive o EU (que estava mais sumido que cunhado depois de acertar a loto). Mas, sem volume para “fazer verão”. A verdade é que o pasto ainda permite a oferta compassada, e o pecuarista está confortável. O boi não derrete, mas também não “alui”.

E o mercado fica “meio friozão”… Tudo está quieto na maior parte do Brasil (vide painel de bordo totalmente amarelado), apenas MT, SC e RO tiveram sinais mais consistentes de leve aumento, enquanto BA, TO e PA, “tocaram no sentido contrário” (leve piora na arroba).

A reclamação sobre o atacado é unânime (até o início de mês foi ignorado) e a baliza dos preços de balcão está bem padronizada. Afora estes dois pontos, a heterogeneidade impera: cada indústria segue tentando “salvar sua pele”, surgindo diferenças gritantes de escala, de animal demandado, de interesse na compra, etc. Escutei “preciso de vacas para escalar” de uma empresa e cerca de 5 minutos depois, escutei de outra: “não quero vaca de jeito nenhum”!

Dois assuntos nos rondam: uma possível melhora de oferta no final de maio/junho, já discutida aqui (vimos nesta semana em SP, uma leve pressão com aumento de oferta pontual). E, por fim, a concorrência pesadíssima do frango/suíno em função dos canhões das agroexportadoras terem sido virados para o mercado interno. Parece que a coisa é bem menos ruim do que pareceu ser na segunda de manhã (Operação Trapaça). Porém, alguém vai ter que comer estes frangos que não serão exportados. Teremos 60 a 90 dias para esta “empreita”. A concorrência tende a piorar até lá!

Dissemos que o mercado físico da arroba tinha feito “um piso”. Vamos testar o seu “contrapiso” neste final de safra. Parece que o contrapiso tinha bastante malha de ferro!

2) RECADO DA “MÃE DINAH”

“Eu avisei que viria chumbo grosso do canelinha amarela e do ex-gordinho. Pôs no bolso o lucro das operações de milho? Tem gente virando a mão! Quem consome milho e não se posicionou com o cereal de 2017, já está incorrendo em algum risco! Quem está posicionado (comprado ou vendido na B3), neste mercado sem base real, terá fortes emoções… Estas são as únicas certezas do milho! Por fim, eu não conheço a sua fazenda, mas afirmo que é uma boa hora para você pesar seu gado. Depois do ‘filet mignon’ da safra de capim, você ratificará seus planejamentos de abate a pasto e de confinamento. Se o seu boi não ganhou peso até agora…”

3) BEEFRADAR (TERMÔMETRO DA GESTÃO DE RISCO EM PECUÁRIA)

25% queda | 50% estabilidade |25% alta

4) HORA DO QUILO

“Para o sucesso, a atitude é tão importante quando habilidades” (Harry F. Banks, produtor)

5) TO BEEF OR NOT TO BEEF, A SUA REFLEXÃO SEMANAL

Falando em confinamento… Se esta operação lhe interessa, você deveria conferir o resultado da nossa pesquisa com mais de meio milhão de bois. Tem muito aprendizado para vários elos da cadeia. Agradeço a todos que destinaram 5 minutos do seu tempo para este levantamento:

https://nf2r.com.br/noticias/pesquis-databoi-iboipe-4-resultados/

6) BOITOGRAFIAS DA SEMANA

É sempre umexcelente encontro e um ótimo aprendizado, palestrar após o Ricardo Amorim!

7) O LADO “B” DO BOI, A SUA CRÔNICA SEMANAL DE GESTÃO DE RISCO EM PECUÁRIA

Tive duas oportunidades dentro do mês de fevereiro de palestrar/conversar com este sujeito espetacular e humilde: Ricardo Amorim! Foi “trabalho”, mas pode ser chamado de “presente”! Segue um resumo do que anotamos (agradeço ao amigo Zeca Jacintho pela ajuda na tarefa):

* “A vida acontece em ciclos e não em retas. O que causa os ciclos é que a gente sempre projeta o futuro a partir do ponto de onde estamos, e acreditamos que isto vai continuar indefinidamente, como uma reta. Se estamos bem, acreditamos que vamos para o céu. Se estamos mal, acreditamos que vamos ao inferno. Ou seja, a gente toma a decisão errada, acreditando que a tendência sempre seguirá, indefinidamente”

 

* “Eu sempre sou do contra. Quanto está indo bem, eu fico preocupado. Quando tudo está mal, eu fico otimista. Eu sou assim, porque quando uma crise começa, a realidade que se consolida é sempre pior que a expectativa (a surpresa é sempre negativa). A partir da uma crise, sempre crescemos muito mais do que prevemos. Portanto, na reversão da crise, a realidade que se consolida é sempre maior do que as expectativas”.

* “Em 2017, o número que será liberado pelo IBGE no dia 01/mar (nesta semana), deverá ser muito próximo a +1.1%, ou seja, crescemos na realidade três vezes mais do que as previsões do início de 2017. E isto (surpresas positivas, concretizando a realidade ocorrida muito melhor do que a previsão projetada), deve continuar por mais 3 a 7 anos, a partir de 2018, salvo se houver um mega caos internacional ou se houver uma mega caos político. Lembro: mega caos, não é crise, mesmo porque, crise, já temos tido muito, nos últimos anos. Portanto, mega caos, é mega caos MESMO. É provável que Brasil cresça 4% esse ano, mas pode chegar até a 6%”

* “Eu estou mais preocupado atualmente com o que ocorre lá fora e não com o que está ocorrendo aqui. Do ponto de vista de crise, nós ainda temos uma crise política e de valores. Mas a parte econômica já está sendo resolvida”

* “Você pode me perguntar se eu não estou me esquecendo de que teremos eleições neste ano. Sim, eu sei. Mas a minha aposta é que o novo presidente deve sair de um grupo de pessoas que não vai colocar fogo na economia”

* “Em resumo, no ciclo positivo da economia, crescemos muito mais facilmente porque temos capacidade ociosa, que é facilmente revertida, num primeiro momento, sem geração de empregos de carteira assinada e num segundo momento, com carteira assinada (como será de agora em diante)”

* “No pêndulo econômico, após as crises graves, o Brasil cresceu no mínimo 5.5% ao ano, por no mínimo 3 anos. Portanto, estamos diante de uma grande oportunidade… A oportunidade reside, enquanto quase ninguém acredita”

* “Infelizmente, sempre estamos seguros quando o risco é maior. E ficamos inseguros quando o risco é menor. Este é o ponto onde estamos agora, aproveite, portanto, este momento. A oportunidade está aí e nem todos estão enxergando…”

* “Crise não cria oportunidade. Crise traz problemas. A oportunidade vem das atitudes que você vai tomar agora, frente a crise que ficou no retrovisor. Mas, se você não trabalhar duro, vocês não vão criar oportunidades. Vocês estão na hora certa, no lugar certo e no setor certo”

Meu comentário final: aprendi muitas coisas de economia e de mercado com o meu amigo Ricardo! Muito do que aprendi, está aí em cima e tem total ressonância com os erros que eu diariamente percebo na comercialização pecuária (seja de bois, seja de bezerros): na hora que temos que nos “tornar leões”, somos carneirinhos. Na hora que temos que “baixar a bola”, queremos ser leões…

Por fim, se eu pudesse resumir tudo o que eu vi, escutei e aprendi com o Ricardo Amorim, numa única frase, ela seria: “nunca vi um pessimista de sucesso” (Jorge Paulo Lemann). Até a próxima semana!

 PAINEL DE BORDO

(VARIAÇÃO SEMANAL DOS INDICADORES DE MERCADO)



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